Medicina do Trabalho em Macapá

Perda Auditiva Induzida por Ruído Ocupacional – PAIRO

 As lesões auditivas decorrentes da exposição contínua a níveis elevados de pressão sonora (ruído), quando relacionadas diretamente ao ambiente de trabalho, assumem o caráter do que se convencionou denominar doença profissional ou ocupacional.

Existem comprovadamente lesões anatomopatológicas no ouvido interno, decorrentes desta exposição ao ruído, tais como degeneração das células sensoriais, da estria vascular e das fibras neuroniais. Estas lesões produzem uma perda auditiva de natureza irreversível.

 semed4 Medicina do Trabalho em MacapáOs efeitos do ruído no organismo humano podem ser divididos em três categorias:

 • Alteração Temporária do Limiar Auditivo: trata-se de um efeito a curto prazo decorrente de uma exposição a um ruído intenso por apenas algum tempo; esta perda auditiva tem repercussão progressiva após a suspensão do estímulo.

• Trauma Acústico: reserva-se este termo às perdas auditivas súbitas, decorrentes de uma única exposição a um ruído de grande intensidade, como, por exemplo, explosões. Pode ser uni ou bilateral. Em geral, não se relaciona com o ambiente de trabalho.

• Perda Auditiva Induzida por Ruído Ocupacional: é a mudança permanente e irreversível do limiar auditivo, decorrente de um acúmulo de exposições.

DORT, também conhecido como LER, são nomes dados para designar lesões que ocorrem em tendões, ligamentos, músculos, nervos e sinovias em consequência de traumas cumulativos, relacionados ou não à atividade profissional.

Tais lesões atingem com maior frequência os membros superiores e a região cervical, tendo origem ocupacional quando são decorrentes não só do uso repetitivo de um determinado grupo muscular, mas também de uma série de fatores ergonômicos coadjuvantes presentes em muitas atividades profissionais, onde podemos citar o esforço físico, a movimentação incorreta, posturas inadequadas, incompatibilidade do posto de trabalho com a estatura e alcances físicos do trabalhador, ritmo excessivo de trabalho e até a fadiga mental (stress).

Na maioria dos casos, a inflamação provocada pela lesão compromete a articulação dos punhos (tenossinovite), dos ombros (bursite), do pescoço (cervicalgia), dentre outros.

O diagnóstico da LER/DORT é eminentemente clínico e comumente difícil. São minoria os casos em que os exames complementares (laboratoriais) apoiam o diagnóstico. O elemento principal e mais frequente é a dor, em geral insidiosa, de início remoto, com localização variada dependendo da estrutura comprometida, podendo ser reproduzida e constatada através de manobras físicas efetuadas durante o exame clínico, sendo de suma importância a pesquisa da correlação entre a dor e o movimento específico que a desencadeia no trabalho, onde salientamos que queixas subjetivas, não comprovadas pelo exame clínico não possuem valor técnico.

É apurada ainda a presença de edemas, choques, cãibras, dormência falta de força motora, tempo de aparecimento dos sintomas na função, comprometimento das atividades na vida diária, dentre outras. Devem ser descartadas a possibilidade de doenças reumáticas ou que podem causar sintomas similares.

A solução ergonômica para a prevenção da LER não é necessariamente dispendiosa, desde que se tenha uma noção das dez alternativas de ação para resolução dos problemas, quais sejam:

 

  1. Eliminação do movimento crítico ou da postura crítica;

 

  1. Pequenas melhorias;

 

  1. Reprojetação ergonômica ou projeto ergonômico;

 

  1. Revezamento nas tarefas de rodízio;

 

  1. Melhoria do método de trabalho;

 

  1. Melhoria na organização do sistema de trabalho;

 

  1. Orientação ao trabalhador;

 

  1. Treinamento na função, ginástica de aquecimento, e distensionamento ou compensatória;

 

  1. Seleção médica, de robustez ou antropométrica,

 

  1. Pausas de recuperação.

 

Auxílio-Acidente

Se após a consolidação das lesões decorrentes de qualquer natureza resultar sequela que reduza sua capacidade funcional, o trabalhador fará jus ao recebimento como indenização, do benefício denominado Auxílioacidente, pago pelo INSS. Esse auxílio mensal será pago até a aposentadoria (Lei nº 9.528, de dezembro/97) e corresponde a 50% do salário-de-benefício do segurado, sendo pago a partir da alta médica.

 

Estabilidade no Emprego

O trabalhador que, em razão de acidente ou doença do trabalho ou profissional, ficar afastado do trabalho por mais de 15 (quinze) dias (recebendo, portanto, o Auxílio-doença) gozará de estabilidade no emprego, pelo período mínimo de 12 (doze) meses – salvo outros dispositivos de acordo com a Convenção Coletiva de Trabalho -, a contar do encerramento do Auxílio-doença.

 Aposentadoria por Invalidez

Se no final do tratamento, o INSS entender que, em razão da sequela, o trabalhador não tem condição de exercer qualquer trabalho, será concedida a Aposentadoria por Invalidez.

A Medicina do Trabalho em Macapá muitas vezes envolvem ações urgentes da empresa, casos em que há necessidade de uma rápida tomada de decisão para eficácia de procedimentos.

Principalmente por esse motivo é recomendado que no organograma da empresa esse serviço esteja ligado diretamente ao setor capaz de executar as medidas recomendadas sem que haja necessidade de passar por outros setores para avaliação.

É preciso um livre e fácil trânsito da Medicina do Trabalho em Macapá dentro da empresa para que as medidas sejam avaliadas e implantadas dentro de um prazo razoável, que possibilita a solução dos problemas detectados.

Nós estamos aqui para deixar a sua empresa ainda mais segurando, dando a assistência médica que os seus funcionários precisam!!!

Esta entrada foi publicada em Sem categoria e marcada com a tag Melhoria. Adicione o link permanente aos seus favoritos.